segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pesquisa sobre os tipos de hipertexto 06.05

     Conforme solicitado pelo professor Luiz Fernando, abaixo encontra-se a primeira atividade:

Design do hipertexto de um site:



          O exemplo é sobre uma publicação da revista superinteressante, quando clicamos no link "Café pode proteger o cérebro" somos direcionados à página acima, onde temos dois links principais: "vantagens em tomar café" e " Pesquisa", e cada um tem a função de levar o leitor a se aprofundar sobre as informações dessa pesquisa. Conforme veremos no diagrama que revela a estrutura básica desse hipertexto do tipo hieráquico.


        Nota-se que as informações apresentadas na primeira página são informações básicas, ou seja,  contém informações breves, para um conhecimento mais detalhado sobre o assunto os links entram em cena com a função de aprofundar sobre o assunto.
          Em resposta à terceira atividade proposta pelo professor, utilizo aqui os exemplos dos três links que aparecem no final da página exibida acima:

       Os três links sugerem outras opções para leitura, relacionados com o assunto da publicação em foco. Eu poderia nomeá-los como links secundários, já que na página exibida acima temos acesso imediato a 5 links, 2 são principais por estarem estritamente relacionados com a publicação lida e esses outros 3 são secundários e consequentemente opcionais, pois caracterizam sugestões para saber mais sobre o café, porém cada um propõe um foco diferente, são resultados de outras pesquisas e publicações da revista.




domingo, 3 de maio de 2015

Características do hipertexto 29.04.15

     O início da aula deu-se com a apresentação pelo professor Luiz Fernando do site feito pela doutoranda Flávia. O objetivo desse site é a divulgação do 3º Encontro de Editores de Revistas Acadêmicas a ser realizado nos dias 14 e 15 de maio em Maceió-AL, cujo acesso pode ser feito através do Site: http://encontrodeeditores.wix.com/encontrodeeditores.
        

         Definição de hipertexto

         E essencial incluir aqui uma definição cabível de hipertexto. De acordo com Gomes (2011) "os hipertextos são textos digitais conectados por meio de links". A própria web possui uma estrutura hipertextual por comportar páginas e sites com possíveis interligações. Assim podemos dizer que a web pode caracterizar hipertexto aberto, devido a interconexão possibilitada no ciberespaço e/ou hipertexto descentralizado, por não haver hierarquia, ou seja, não há uma sede.

         Quanto à caracterização dos hipertextos, estes podem ser:
  • Abertos- quando existem links interligando textos, imagens, vídeos etc, como o que ocorre na web. Por vezes esse conceito é expandido, como no caso de textos produzidos colaborativamente.
  • Fechados- quando existem essas interligações, porém dentro de uma mesma unidade de armazenamento, sem fazer uso dos servidores, diferentemente do que ocorre com hipertextos abertos.

         Estrutura e Flexibilidade de navegação do hipertexto

         Os hipertextos dividem-se em quatro tipos: Sequencial ou linear, hierárquico, reticulado e em rede.
           O modelo sequencial ou linear sugere prioritariamente uma leitura linear, caso contrário a compreensão seria afetada.             
           
Esquema de hipertexto sequencial ou linear
             No modelo hierárquico o leitor inevitavelmente percorre um caminho em que deve-se acessar o primeiro e principal nível para poder ter acesso a outros níveis de acordo com uma sequência lógica proposta pelo sistema hipertextual.
                   
Esquema de hipertexto hierárquico
                 O modelo reticulado propões uma maior liberdade de acesso, mas sem integrar todos os documentos.

Esquema de hipertexto reticulado
  Obs.: As figuras utilizadas estão em Gomes (2011), texto estudado nessa aula.

               O modelo em rede difere consideravelmente dos demais por ser descentralizado, ou seja, não há uma ordem pré-estabelecida de navegação.

               Em suma, nesse encontro pudemos estudar mais detalhadamente as nuances que podem ocorrer entre a produção e recepção dos hipertextos, o que me faz relacionar à construção de sentidos dos textos convencionais, onde se mantém como foco a relação autor-texto-leitor. A partir dessa noção podemos ir mais além, no sentido de reconhecer o hipertexto a partir de uma noção interacional de língua tendo o sujeito como construtor social, como defende Ingedore Kock (concepção discutida no texto da aula anterior "A textualidade do hipertexto").

Referência:
GOMES, Luiz Fernando. Hipertexto no Cotidiano Escolar, Série Trabalhando Com. São Paulo, Cortez Editora, 2011. pp.48-52.

               

sábado, 2 de maio de 2015

Encontro 22.04.15

      1ºMomento:

      Contamos com as apresentações dos trabalhos de três alunas da disciplina, Flávia, Dayanne e Norberta, as quais cursaram essa mesma disciplina anteriormente, dessa forma puderam fazer uma explanação sobre alguns assuntos pertinentes, bem como sobre as produções solicitadas pelo professor Fernando, através dos blogs.
       A partir dessas trocas, pudemos entender um pouco mais sobre aspectos fundamentais a serem compreendidos sobre hipertexto, a saber, noções sobre linguística de texto e elementos de textualidade que assim como os textos convencionais, os hipertextos também funcionam através de estratégias textuais fundamentais para a construção de sentidos. Vimos também a análise dos recursos visuais como constituintes da produção e leitura de hipertexto. Pode-se dizer que imagens e textos devem estar em sintonia para uma efetiva construção de sentidos.
   
     2º Momento:

     Tomando como ponto de partida as discussões do primeiro momento, continuamos numa discussão conduzida pelo professor Luiz Fernando, em que o mesmo abordou questões sobre definição e características do hipertexto, especialmente relacionando aos elementos de textualidade já popularizados sobre o texto convencional, mas que também fazem parte do hipertexto, porém de forma diferenciada. São destacados nessas discussões os seguintes elementos: informatividade, topicidade e situcionalidade.


     Para Braga (2003 apud Gomes, 2010) "essa nova modalidade linguística engloba formas alternativas de construção textual que buscam contornar as dificuldades impostas a leitura do texto na tela e também explorar os novos recursos expressivos oferecidos pelo meio digital".
     

Sobre a história do hipertexto 01.04 e 08.04.15

       Como eu estive ausente na aula 1, faço aqui uma junção dos conteúdos trabalhados nas duas primeiras aulas.
      Nessas aulas o professor Luiz Fernando abordou questões introdutórias para a compreensão do objetivo da disciplina. Assim, pudemos ter uma noção do que será essencialmente priorizado no decorrer dos encontros. São objetivos centrais: conceiturar o hipertexto dentro dos estudos da Linguística Textual; discutir as funções retóricas e argumentativas instauradas pelos links; estudar relações entre as linguagens na composição de hipertextos multimodais; aprofundar questões relativas ao conceito de gênero textual digital e analisar as exigências cognitivas para o leitor de hipertexto.
        A partir do estudo sobre a história do hipertexto, incluirei a seguir alguns pontos relevantes discutidos na aula.
        Principalmente entre os anos 40 e 50, notava-se uma crescente busca por conhecimento, dentro de um contexto social com fortes influências do pós-industrialismo nos Estados Unidos, havia então uma necessidade de estratégias de organização apropriadas para armazenamento, acesso e busca, já que eram notadamente crescentes a quantidades de ideias e informações disseminadas. 
        É nesse contexto que o físico e matemático Vannervar Bush percebeu que a mente humana não funcionava mais de forma linear, como até então se defendia, mas funcionava por associações. O estudioso apresenta no artigo As we may think (1945), um dispositivo mecânico, o memex (Memory Extension), cuja idealização de usuário seria o pesquisador acadêmico, caracterizando uma nova forma de indexação e de acesso aos conteúdos, já que considerava-se que a quantidade de informação muitas vezes excedia à memória humana. Segue uma animação sobre esse dispositivo que marcou a produção de Bush, de forma a abrir caminhos para o desenvolvimento da tecnologia como meio facilitador de administração de informações, e até para a noção de hipertexto, que seria desenvolvida 15 anos depois, com o advento das tecnologias de informação.



      Com Theodore Nelson, juntamente com um grupo de estudantes de Harvard, foi desenvolvido o hipertexto digital em 1967. Com o advento da Web 2,0, no ano de 2.000, foi possível passarmos a ser produtores de informação, nesse sentido o hipertexto idealizado por Nelson pôde ser efetivamente desenvolvido. 
       Outro grande nome para o desenvolvimento da tecnologia é Douglas Engelbart, foi ele quem criou o mouse e o conceito das múltiplas janelas. Ele e o seu grupo construíram o primeiro sistema para lincar blocos de informação e ainda projetaram e desenvolveram o primeiro sistema de hipermídia para o computador.
        Tim Berners-Lee desenvolveu a World Wide Web em 1989, pesquisador da CERN, um laboratório de pesquisa sediado na Suíça. A Web começou a funcionar em 1991, Chegamos, então mais próximo do que conhecemos e utilizamos nos dias atuais, com a interligação de informações e a vasta gama de possibilidades que tempos para utilização da tecnologia.
        Num segundo momento o professor Luiz Fernando chama a atenção para a necessidade de estudar o hipertexto no campo da linguística, então discutimos sobre os estudos contemporâneos sobre hipertexto, com base no texto "Texto e hipertexto: o 'hiper do hipertexto e outras questões" (Gomes, 2010). Incluirei a seguir pontos relevantes discutidos:
  • O hipertexto é multidimensional
  • Há uma necessidade de atenção para o estudo da construção de sentidos com o uso do hipertexto
  • Os leitores de hipertexto o utilizam a serviço de seus objetivos.
         Pudemos perceber que os estudiosos do hipertexto dividem-se de uma maneira geral, no sentido de priorizar as diferenças ou semelhanças entre texto convencional e hipertexto.


      Numa era em que a tecnologia tem papel central na vida das pessoas não é espantoso o fato de surgir a cada dia novas formas de interação social através dos recursos tecnológicos emergentes e com isso os  diferentes  usos  da  leitura  e  escrita,  de  forma  prática  e  dinâmica.

Referência:
GOMES, Luiz Fernando. Hipertextos Multimodais: leitura e escrita na Digital. Jundaí: Paco Editora, 2010, p. 19-32.
_____ Hipertexto no Cotidiano Escolar. Série Trabalhando Com. São Paulo:Cortez Editora, 2011, p. 15-25.